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terça-feira, 12 de julho de 2011

Preciosa - Uma História de Esperança

Ontem estava assistindo tv, tentando fazer a Bellinha dormir e acabei parando no Telecine Premium, estava passando o filme Preciosa - Uma História de Esperança, aquele da atriz negra e gorda que concorreu ao Oscar de melhor atriz, primeira atriz negra e gorda a concorrer a tal prêmio. Realmente a atuação dela foi mt boa. Mas meu texto é sobre o filme e não sobre a atuação dela. 

Que história triste meu Deus, é nessas horas que a gente se lembra de agradecer à Deus todas as dádivas da nossa vida. Como minha vida é boa e plena de felicidade (deveríamos agradecer sempre, mas esquecemos, infelizmente).

No filme - não sei se trata-se de uma história real, mas se não for, é a real história de muitas meninas, em todo o mundo, infelizmente... - a Preciosa, nome da personagem, por ironia talvez, sofre abuso sexual do pai, que a engravidou duas vezes, e abuso físico e psicológico da mãe. Pense numa pessoa que sofreu! Com 16 anos, já estava parindo o segundo filho, e a primeira, Mongo (de mongolóide), nasceu com síndrome de down. A coitada tem uma avó omissa que tem medo da filha (a mãe da Preciosa) e come o pão que o diabo amassou, literalmente!!!! Porque ter pais como esses, melhor seria ser filha do diabo.

O filme me deixou tão deprê, mas tão deprê que terminei de assistí-lo um tanto revoltada. Embora seja um filme, isso acontece mais do que imaginamos, e segundo estatísticas, mulheres, do mundo inteiro, e de diversas classes sociais, sofrem abusos em casa, muitas vezes inimagináveis por nós, pessoas que temos uma Familia estruturada e amorosa. E o pior, é que esses pessoas se calam, por medo, vergonha e tudo o mais.

Agora que sou mãe, acho que me toca ainda mais esse tipo de história, pois não consigo imaginar como uma mãe pode fazer esse tipo de coisa, não somente praticar como permitir que pratiquem atrocidades com seus filhos. É realmente revoltante e inimaginável como uma pessoa pode se calar sabendo que seu filho está sofrendo qualquer tipo de abuso, em baixo do seu teto, e ainda mais revoltante que uma mãe possa praticá-los contra uma pessoa indefesa e que saiu de dentro de si, fruto seu...

Será que existe perdão para uma pessoa dessas? Tão difícil imaginar perdoar, ainda mais nesse caso, sua mãe, que deveria te amar incondicionalmente e te defender de todos os perigos da vida. Pessoas que passam por esse tipo de coisa realmente tem que ser fortes e especiais, pois eu, na minha condição hoje, não tenho nem idéia de como reagiria a tal situação...

Enfim, a certeza que tenho é que esse filme realmente me tocou, e olha que uma parte não consegui ver, a que a mãe começa a relatar à assistente social como começou e como eram os abusos contra a garota; quando ela começou a relatar, tive que sair da sala, porque não dei conta.

Ah, não consegui ver a esperança na história...

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